Chinês se esconde de câmeras, engana guardas comunistas e foge da China com stand up paddle

Chinês entrou no mar por volta das 19h30
Enric Fontcuberta/EFE – 05.05.2020

Um chinês conseguiu escapar do regime comunista com um remo e uma prancha, a bordo de um stand up paddle. Li Cheng En, nome fictício dado para preservar sua identidade, já que sua família ficou na China, conseguiu driblar a rígida patrulha armada dos guardas do governo, se escondeu das câmeras de vigilância, superou as cercas e se jogou ao mar depois de anoitecer, no ponto mais próximo da costa de Taiwan.

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Segundo o jornal britânico The Guardian, a fuga ocorreu a partir da praia de Xiamen, localizada na província chinesa de Fujian. O dissidente entrou no mar à noite — a data não foi informada a fim de não colocá-lo em risco —, sendo observado por uma mãe e um bebê, que estavam na praia. 

Li Cheng En aproveitou a escuridão e começou a remar com a máxima força que tinha, embora tivesse a certeza de que seria capturado. “Por volta das 19h30, quando eu decidi partir, pensei que não tinha mais escolha para mim”, afirmou. Pouco antes, ele esperou a troca de turno da guarda. “Me joguei ao mar e pensei que se eles quisessem me pegar, eles me pegariam”, lembra.

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Chinês enfrentou águas geladas até Taiwan
Lavandeira Jr/EFE – 02.11.2023

Como também é surfista, Li disse que estava confiante na prancha que possuía e que o mar estava calmo. Porém, era um mês de janeiro, e as águas da região costumam ficar muito geladas. Ele passou pelos sistemas de alarme chineses, mas um deles disparou. “Começou a tocar muito alto. Fiquei muito nervoso naquele momento e remei para longe daquele local o mais rápido que pude”, relata.

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Horas depois de remar, Li Cheng En sentiu a terra à sua frente. Ele chegou a uma ilha de praia vazia no arquipélago de Kinmen, que pertence a Taiwan, que fica a pouco mais de 5 km da China. 

“Quando cheguei à praia de Kinmen, uma onda me derrubou da prancha. Mas vi as Lágrimas Azuis, era tão lindo”, afirmou, referindo-se ao fenômeno sazonal da bioluminescência que ocorre com algas na costa. “Cada onda carregava luz azul e fiquei muito feliz em vê-la”, completou. 

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Fuga do regime comunista

Li é um homem de meia-idade, de fala calma e que agora vive legalmente em Taiwan, embora temporariamente. Hoje, ele não pode trabalhar ou sair da área da cidade. A reportagem do The Guardian cita o diário Observer, que verificou a história do chinês por meio de documentos judiciais, rastreamento GPS de sua viagem e reportagens da mídia chinesa.

Li estava sob investigação por “subversão do estado de poder” por defender os direitos humanos e, se fosse condenado, estaria sujeito a uma dura pena. “A sentença seria de 4 a 15 anos de cadeia, então, eu não podia mais ficar na China nem um dia sequer”, explica. Por isso, fugiu.

O rapaz pertence a uma lista crescente de dissidentes que fogem do regime cada vez mais autoritário de Xi Jinping na China. Sob Xi, as autoridades do Partido Comunista Chinês reprimem ativistas, advogados, grupos culturais e defensores dos direitos humanos. Muitos foram presos ou estão impedidos de deixar o país.

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‘Batalha sem precedentes’, diz líder do grupo terrorista Hamas em 1ª mensagem desde o início da guerra

Sinwar prevê ofensiva do Hamas contra tropas de Israel
MENAHEM KAHANA/AFP – 25.12.2023

Yahya Sinwar, tido como um dos ‘cérebros’ do grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza, disse nesta segunda-feira (25), em sua primeira manifestação pública desde o início da guerra, que a batalha com Israel é “feroz, violenta e sem precedentes”.

“As Brigadas Al Qassam (braço armado do Hamas) destruirão o exército de ocupação, estão a caminho de esmagá-los”, afirmou Sinwar em uma mensagem transmitida pelos canais do Hamas.

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Sinwar, que Israel supõe estar escondido na rede de túneis subterrâneos da Faixa de Gaza, afirma que as tropas israelenses “estão sofrendo pesadas perdas em vidas e equipamentos”. Ele afirmou que as Brigadas al Qassam atacaram cerca de 5.000 soldados israelenses, sendo que “um terço deles morreu, um terço ficou gravemente ferido e o último terço está permanentemente incapacitado”.

Os números de Sinwar estão longe da contagem oficial de baixas do exército israelense, que confirmou 156 soldados mortos desde o início da ofensiva terrestre na Faixa, em 27 de outubro, além de outros 333 durante o brutal ataque do Hamas em solo israelense que começou a guerra, em 7 de outubro, e nos combates dos dias seguintes.

A mensagem de Sinwar é a primeira do líder islâmico desde o início da guerra após o ataque de 7 de outubro, do qual ele é considerado o principal mentor e planejador, que deixou mais de 1.200 mortos em Israel, em grande maioria civis.

A ofensiva militar israelense está agora concentrada em Khan Younis, um reduto militar do Hamas no sul da Faixa e a cidade onde Sinwar nasceu, cuja captura é uma das prioridades das tropas israelenses.

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De acordo com informações de inteligência divulgadas pela imprensa israelense na semana passada, o Exército acreditou que estava prestes a caçá-lo nos túneis do Hamas na região de Khan Younis duas vezes nas últimas semanas, mas Sinwar, que supostamente está em constante deslocamento, conseguiu escapar.

“É apenas uma questão de tempo até o pegarmos”, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no dia 6 de dezembro, quando as tropas israelenses cercaram a residência de Sinwar em Khan Younis, mas não encontraram nenhum vestígio dele.

Sinwar é tecnicamente o vice-líder geral do Hamas, atrás apenas do chefe político, Ismail Haniyeh, que vive em autoexílio no Catar há mais de uma década, mas é considerado a pessoa que realmente controla as principais decisões do grupo. Segundo várias fontes próximas às negociações, é Sinwar quem tem a palavra final nas negociações sobre acordo de trégua ou troca de reféns por prisioneiros.

Haniyeh voltou do Cairo para Doha depois que novas negociações foram interrompidas na semana passada pelo Hamas, que está exigindo um cessar-fogo permanente para devolver os mais de 120 reféns que mantém no enclave e foram sequestrados em Israel em 7 de outubro.

As partes agora estão considerando uma nova proposta do Egito para uma trégua de duas semanas, que poderia se transformar em um cessar-fogo permanente, se o Hamas concordar que um governo palestino tecnocrático assuma o controle de Gaza e liberte todos os reféns israelenses em troca da libertação de alguns prisioneiros palestinos.

O intenso bombardeio israelense em dois meses e meio de ofensiva matou ao menos 20.400 habitantes de Gaza – 70% deles civis, incluindo mais de 8 mil menores, conforme a última contagem do Ministério da Saúde do enclave palestino.

Ucrânia diz ter abatido 28 drones e dois mísseis lançados pela Rússia

Drones Shahed abatidos têm origem iraniana
Sergei Supinsky/AFP – 17.10.2022

A Força Aérea Ucraniana relatou ter abatido 28 drones e derrubado dois mísseis lançados pela Rússia durante esta segunda-feira (25). O ataque ocorre na primeira vez que os ucranianos celebram o Natal em 25 de dezembro e não em 7 de janeiro como os russos ortodoxos.

A ofensiva com drones Shahed, de fabricação iraniana, foi dirigido contra as regiões de Odessa, Jeson e Mikolaiv, no sul, Donetsk, no leste, e a área ocidental de Khmelnytskyy, conforme relatado pelas forças ucranianas no Telegram.

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Em Odessa, um grande porto do Mar Negro, os restos de um drone abatido danificaram instalações portuárias e edifícios num dos bairros da cidade. A Rússia ataca rotineiramente cidades ucranianas com drones e mísseis, mas a força aérea de Kiev consegue abater a maioria dos dispositivos.

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A Ucrânia, por sua vez, bombardeia regiões fronteiriças russas ou áreas sob ocupação pelas tropas de Moscovo, como Donetsk. Moscou também foi alvo de vários ataques de drones neste ano.

Os ucranianos, na sua maioria cristãos ortodoxos, celebraram o Natal pela primeira vez neste domingo (25), quebrando a tradição de seguir o calendário ocidental, marcando uma ruptura com Moscovo.

Parque de diversões com obras de Dalí e Basquiat é reaberto nos EUA

Carrosséis hipnóticos marcam o “Luna Luna”
Reprodução/Intagram

Carrosséis hipnóticos e uma roda-gigante projetados por Keith Haring, Jean-Michel Basquiat, Kenny Scharf e Arik Brauer giram ao som de músicas de Miles Davis ou Philip Glass. Assim é “Luna Luna: Fantasia Esquecida”, o primeiro parque de diversões criado por artistas contemporâneos do século XX, em 1987.

O parque psicodélico único, que acabou de reabrir suas portas em Los Angeles, também conta com uma cúpula de espelhos assinada por Salvador Dalí, um pavilhão de Roy Lichtenstein, uma floresta encantada criada por David Hockney e uma capela de casamento projetada por André Heller, o artista austríaco responsável por esta iniciativa que nasceu há quase quatro décadas.

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Heller, apaixonado por feiras itinerantes e circos, recrutou alguns dos nomes mais consolidados da cena artística do século passado, bem como jovens figuras que estavam começando a se destacar, para dar vida ao seu projeto “Luna Luna”, um parque de diversões que tornava a arte mais acessível às pessoas.

O parque estreou na Alemanha em 1987, mas, após receber milhares de visitantes, as atrações, inicialmente concebidas para viajar pelo mundo, ficaram armazenadas em contêineres por 35 anos, até serem adquiridas e restauradas pela DreamCrew, a empresa do músico canadense Drake.

Dos contêineres emergiram peças únicas, como o carrossel de Haring, onde suas distintas figuras parecem ganhar vida como dançarinos coloridos, ou a roda-gigante branca de Basquiat com um forte componente de protesto social.

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“Ver algo como essas obras de arte em um formato de parque… É algo que nunca vi antes. Definitivamente, superou minhas expectativas”, disse Douglas Hickman, de 38 anos. “Para mim, que sou um artista também, isso é uma experiência única”, acrescentou este designer, que passou vários minutos fascinado pela roda-gigante de Basquiat.

Ao contrário do que aconteceu na Alemanha, onde o parque funcionou ao ar livre, esta reabertura ocorre em um enorme galpão no centro de Los Angeles. Com fundos escuros, a exposição adquire um efeito psicodélico e ares de museu.

Outra diferença é que o público não pode embarcar nas atrações de “Luna Luna”, que foram originalmente concebidas para serem utilizadas. Agora, em vez disso, são vistas como relíquias a serem preservadas.

Graças aos seus movimentos, um exuberante jogo de luzes e a meticulosa curadoria musical, a experiência para os visitantes parece uma imersão em um parque de diversões de outra época.

“Adoraríamos andar [nas atrações]”, admitiu Adam Umber, que foi com seu filho Elias, de 4 anos. “Mas acho isso fabuloso assim. É uma cápsula do tempo e você pode apreciar algo que é de 1987, mas que também não foi exposto desde então.”

Ao contrário dos carrosséis e da roda-gigante, o domo de Dalí, a floresta encantada de Hockney e a capela de Heller permitem interação e entregam-se à magia de “Luna Luna”.

“Casa-te com um amigo, ou com um inimigo; casa-te com um sapato ou com um corvo (…) Em Luna Luna, o amor é amor, mesmo que ames um atum”, anuncia a peculiar capela de casamentos de Heller, cujo altar é enquadrado por um noivo e uma noiva segurando um coração.

Yoori Kim, que veio celebrar seu 35º aniversário, inspirada pela ocasião, decidiu se casar… Consigo mesma. “É meu aniversário, e me desintoxiquei recentemente. Então, achei que era um bom momento para celebrar minha vida sóbria e meu futuro”, disse Kim enquanto a foto instantânea de seu grande dia se revelava lentamente.

“Sinto-me um pouco sobrecarregada porque tudo isso é tão estimulante, tão lindo. Toda a criatividade aqui, a grande arte do século XX, sinto que estão vivos através de suas obras”, declarou Kim, apontando ao redor. “Precisamos de mais disso”, concluiu.

“Luna Luna: Fantasia Esquecida” permanecerá em Los Angeles até a primavera (do hemisfério norte, outono no Brasil) de 2024.

Israel destrói estrutura de túneis de terroristas do Hamas no norte de Gaza e acha corpos de cinco reféns

Base subterrânea em Jabalia incluía estruturas de dois níveis
JACK GUEZ/AFP – 20.12.2023

O Exército israelense desmantelou a estrutura de túneis do Hamas no norte da Faixa de Gaza, tendo a cidade de Jabalia como centro das operações, onde foram encontrados os corpos de cinco reféns já confirmados como mortos.

“Nas últimas semanas, a 551ª Brigada da 162ª Divisão garantiu o controle da área do acampamento de Jabalia, um dos centros operacionais do Hamas na Faixa de Gaza”, informou um comunicado militar.

As ações incluíram “confrontos ferozes” durante as quais “muitos terroristas foram mortos por soldados” e centenas de armas foram localizadas, detalhou o porta-voz do Exército israelense, Daniel Hagari.

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Os corpos encontrados foram os de três militares capturados em 7 de outubro, Ziv Dado, Ron Sherman e Nick Beiser, além dos civis Eden Zacharias e Elia Toledano. “Como parte da operação, e seguindo inteligência avançada, eles expuseram uma rede de túneis estratégicos que serviam como quartel-general do Hamas no norte de Gaza”, anunciou o Exército.

A base subterrânea em Jabalia incluía dois níveis: o primeiro com cerca de dez metros de profundidade e o segundo, com dezenas de metros. “A rede de túneis, com várias rotas, era usada para direcionar os combates e o movimento dos terroristas. Armas, infraestrutura de fabricação de armas e esconderijos de emergência foram encontrados nas profundezas do quartel militar”, acrescentou a nota.

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A rede estava conectada a um poço que levava à residência do comandante da Brigada Norte do Hamas, Ahmad Andur, e também passava por baixo de uma escola e de um hospital. Sobre a descoberta dos corpos dos sequestrados nos túneis, o Exército explicou que a informação foi apresentada às famílias, às quais foram oferecidas condolências.

“As tropas israelenses, em cooperação com outras organizações de segurança, continuam a agir por uma variedade de meios operacionais e de inteligência para devolver os reféns”, disse o Exército.

No final da missão, as forças desmantelaram o quartel-general subterrâneo de Jabalia como “parte do esforço para lidar com a infraestrutura de túneis do Hamas e atingir seus comandantes seniores e capacidades estratégicas”, afirmou o porta-voz militar. “Esse esforço continua em todos os momentos e agora está sendo realizado em Khan Younis e no sul da Faixa de Gaza”, acrescentou.