Israel mantém bombardeios na Faixa de Gaza na noite de Natal

Noite de Natal em Gaza é marcada por guerra sem sinais de fim
SAID KHATIB/AFP – 24.12.2023

O Exército de Israel continuou os bombardeios à Faixa de Gaza neste domingo (24). A ação foi confirmada pelo grupo terrorista Hamas, que relata muitas mortes no ataque, e, uma noite de Natal marcada por uma guerra sem sinais de fim.

Em Belém, na Cisjordânia ocupada, a prefeitura suspendeu a maioria das festividades e as ruas, que costumam ficar lotadas nesta época, estavam quase desertas.

O movimento terrorista palestino Hamas, que governa a Faixa de Gaza, afirmou na manhã desta segunda-feira (25) que um bombardeio israelense deixou pelo menos 18 mortos em Khan Yunis, no sul deste território sitiado.

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Fadi Sayegh é um cristão palestino que passou a véspera de Natal no hospital Khan Younis para fazer diálise e disse que não vai comemorar o Natal este ano. “Não há alegria. Não há árvore de Natal, nem enfeites. Não há jantar em família e nem celebração”, lamentou. “Rezo para que esta guerra termine logo.”

O conflito eclodiu há 80 dias, em 7 de outubro, depois que terroristas do Hamas lançaram um ataque surpresa em Israel que deixou cerca de 1.140 mortos, a maioria civis Os comandos do movimento também sequestraram cerca de 240 pessoas e 129 permanecem cativas em Gaza, segundo as autoridades israelenses.

Em resposta, Israel prometeu “aniquilar” o Hamas e lançou uma ofensiva terrestre e aérea que deixou 20.424 mortos em Gaza, segundo o movimento islâmico que governa sozinho este território palestiniano desde 2007.

Atentados na véspera de Natal

O Ministério da Saúde do Hamas informou no domingo que pelo menos 70 pessoas foram mortas por um bombardeio israelense que atingiu o campo de refugiados de Al Maghazi, no centro da Faixa de Gaza. Os militares israelenses que estão “investigando” este “incidente”.

O porta-voz da autoridade de saúde, Ashraf al-Qudra, disse que o número de mortos provavelmente aumentará porque havia muitas famílias na área no momento do bombardeio. O Hamas afirma que outras dez pessoas foram mortas no campo de Jabalia, no norte de Gaza.

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A guerra causou uma devastação generalizada em vastas áreas de Gaza e os seus 2,4 milhões de habitantes sofrem com a escassez de água, alimentos, combustível e medicamentos devido ao cerco imposto por Israel dois dias após o ataque do Hamas. Desde então, a população depende desesperadamente do influxo de ajuda humanitária.

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 80% da população foi deslocada pela guerra, e muitos fugiram para o sul deste estreito território de 362 km² e agora subsistem em tendas, expostos ao frio.

O chefe da agência da ONU para os refugiados. Filippo Grandi, afirmou que “a única saída é um cessar-fogo humanitário”. Já o diretor da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, lamenta “a destruição do sistema de saúde de Gaza”, que descreveu como “uma tragédia”.

“Não há outra opção”

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (24) que seu país paga “um preço alto pela guerra”, mas disse: “Não há escolha a não ser continuar lutando”. “A guerra será longa”, alertou.

O exército israelita reportou esta segunda-feira a morte de mais dois soldados, elevando para 17 o número de vítimas sofridas desde sexta-feira. No total, 156 militares israelitas foram mortos desde o início da ofensiva terrestre de Israel na Faixa de Gaza, no final de outubro.

Dois palestinos detidos em Gaza por soldados israelenses relataram no domingo que sofreram tortura, acusação corroborada por um médico e negada pelo exército.

Expedição turística até o Titanic termina em tragédia; relembre

A expedição do submersível Titan até os destroços do famoso navio naufragado Titanic a quase 4.000 metros de profundidade terminou em tragédia em julho deste ano. Após dias de buscas, a morte de todos os ocupantes foi confirmada O submersível  deixou de fazer contato com o navio de apoio logo após ter iniciado a descida. Inicialmente, cogitou-se que o Titan poderia ter ficado preso em algo ou que alguma falha mecânica o deixou inativo no fundoO suprimento de oxigênio duraria quatro dias e a Guarda Costeira dos EUA se dedicou a tentar encontrar todos os ocupantes dentro desse prazo. O mundo acompanhou os trabalhos e conforme o tempo passava as esperanças diminuíamUm robô foi cedido pela França para vasculhar o fundo do mar. O equipamento poderia até mesmo romper um possível obstáculo para permitir o retorno para a superfícieA morte dos cinco ocupantes foi anunciada quando destroços do Titan foram localizados. A estrutura do submersível foi despedaçada pela pressão da água. A conclusão foi que houve uma implosão, ou seja, ocorreu uma explosão de dentro para foraEstavam a bordo o milionário britânico Hamish Harding, presidente da Action Aviation; o paquistanês Shahzada Dawood, vice-presidente da Engro, e seu filho Suleman; o mergulhador francês Paul-Henri Nargeolet, especialista nos destroços do Titanic; e Stockton Rush, CEO da OceanGate ExpeditionsO custo da excursão era de US$ 250 mil (aproximadamente R$ 1,2 milhão) por passageiro.O Titan enfrentou problemas no sistema elétrico em descidas anteriores e teve que retornar sem ter ido até o TitanicA investigação do caso identificou que a Titan não tinha um projeto que permitia expedições tão profundas em segurança. A estrutura em fibra de carbono não era apropriada e não resistiu à pressão do fundo do mar

Na presidência do G20, Brasil planeja mais de 120 reuniões para 2024

Comando foi passado ao Brasil em setembro
G20/Divulgação — 8.9.2023

Na presidência do G20 — grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo, a União Europeia e a União Africana —, o Brasil planeja 127 reuniões de trabalho e cúpulas em 2024. O mandato brasileiro à frente do G20 começou em 1º de dezembro e continua até 30 de novembro do próximo ano. O lema da gestão é “Construindo um mundo justo e um planeta sustentável”, com foco no combate à fome, pobreza e desigualdade; reforma da governança global; e dimensões do desenvolvimento sustentável — econômica, social e ambiental.

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O ponto alto da presidência brasileira será a 19ª Cúpula do G20, no Rio de Janeiro, em novembro de 2024. A direção do grupo foi passada ao Brasil pela Índia em setembro. A entidade internacional reúne cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) do mundo e responde por 75% do comércio internacional, além de ter dois terços da população e 60% do território do planeta. É a primeira presidência brasileira no G20, criado em 1999.

O Brasil será responsável por organizar os encontros entre os países-membros. Os temas são divididos em duas faixas, com atuação paralela — a trilha de sherpas, que reúne os assuntos que não são essencialmente financeiros, e a trilha de finanças.

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O primeiro bloco, com 15 grupos, será comandado pelo secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Maurício Lyrio. Essa parte da liderança coordenará a maioria dos trabalhos e discute a agenda da cúpula do G20.

A trilha de finanças, com oito subáreas, vai tratar de assuntos macroeconômicos, com ministros da economia e presidentes dos Bancos Centrais dos países-membros. A secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, estará à frente dessa faixa.

Perspectivas

Professora de direito internacional da Universidade de São Paulo (USP), Maristela Basso avalia haver grande expectativa sobre o mandato do Brasil, tanto interna quanto externamente, e, por ser a primeira presidência, o país quer deixar um legado.

“Para tanto, criou uma comissão nacional de coordenação da presidência, em uma clara tentativa de dar total transparência aos seus trabalhos, além de procurar aproximar e introduzir a sociedade civil nos trabalhos do grupo de países. Na agenda do Brasil, estão as questões relativas à crise climática, energias renováveis e, especialmente, aquelas relacionadas à pobreza, fome, desemprego e justiça global”, afirma.

Para a cientista política Denilde Holzhacker, a presidência do G20 mira os holofotes no Brasil em termos de agenda política e econômica, e diversas questões serão centralizadas no país, aumentando a capacidade brasileira de influência, principalmente entre as economias participantes.

“Mas, hoje, o G20 é um fórum muito mais de construção de agenda e de discussão do que, de fato, de capacidade de mudança em termos de atuação internacional. O governo brasileiro vai levar a agenda ambiental como uma agenda importante e ampliar a agenda da sociedade civil, o que tem um efeito importante para a captação de investimentos”, diz.

“É possível que não se tenha grandes atuações a partir do G20, pelo menos não tem tido nos últimos anos. Mas não significa que isso não seja relevante para essa posição do governo brasileiro em ser cada vez mais participativo e atuante nas pautas internacionais”, conclui a especialista.

Onde serão os compromissos

Serão 15 cidades-sedes brasileiras, divididas entre as cinco regiões — Maceió, Fortaleza, Recife, Salvador, Teresina e São Luís, no Nordeste; Belém e Manaus, no Norte; São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no Sudeste; Porto Alegre e Foz do Iguaçu, no Sul; e Brasília e Cuiabá, no Centro-Oeste.

Além do Brasil, quatro países vão sediar os compromissos do G20 ao longo de 2024 — Estados Unidos, Suíça, Bélgica e França. Também haverá encontros por videoconferência.

Ao todo, serão 22 órgãos federais envolvidos nas reuniões (veja no fim do texto) — 19 ministérios, o Banco Central, a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Brasília é a cidade que mais receberá os eventos do G20 no próximo ano, com 33 encontros marcados. Em seguida está o Rio de Janeiro, com 23. Belo Horizonte, Porto Alegre, São Luís e Teresina serão anfitriões apenas uma vez cada.

Veja o levantamento completo, feito pelo R7, de quantas reuniões cada cidade sediará:

• Brasília (DF): 33
• Rio de Janeiro (RJ): 23
• Fortaleza (CE): 7
• Salvador (BA): 6
• São Paulo (SP): 4
• Manaus (AM): 4
• Belém (PA): 3
• Foz do Iguaçu (PR): 3
• Cuiabá (MT): 2
• Recife (PE): 2
• Maceió (AL): 2
• Belo Horizonte (MG): 1
• Porto Alegre (RS): 1
• São Luís (MA): 1
• Teresina (PI): 1

• EUA: Washington (4) e Nova York (1)
• Genebra (Suíça): 1
• Bruxelas (Bélgica): 1
• Paris (França): 1

Órgãos envolvidos nas reuniões do G20

• Ministério das Relações Exteriores
• Ministério da Fazenda
• Ministério das Mulheres
• Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
• Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
• Ministério das Comunicações
• Ministério da Saúde
• Ministério da Educação
• Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
• Ministério da Agricultura e Pecuária
• Ministério do Trabalho e Emprego
• Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
• Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional
• Ministério do Turismo
• Ministério da Cultura
• Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
• Ministério de Minas e Energia
• Ministério da Pesca e Aquicultura
• Secretaria-Geral da Presidência
• Controladoria-Geral da União
• Banco Central
• Embrapa

Integrantes do G20

• África do Sul
• Alemanha
• Arábia Saudita
• Argentina
• Austrália
• Brasil
• Canadá
• China
• Coreia do Sul
• Estados Unidos
• França
• Índia
• Indonésia
• Reino Unido
• Rússia
• Turquia
• União Africana (recém-admitida)
• União Europeia

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