Depois de calor intenso, China emite alerta de frio glacial no norte do país

Turistas visitam as famosas Muralhas da China, que está coberta de neve
GREG BAKER/AFP – 15.12.2023

A China emitiu, neste sábado (16), um alerta de frio glacial e advertiu que as temperaturas atingirão mínimos históricos em algumas áreas do norte do país. 

As autoridades meteorológicas previram na manhã deste sábado uma onda de frio sobre “a maior parte” da China que se estende até terça-feira (19).

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A agência de notícias Xinhua citou autoridades, dizendo que, “em algumas partes do norte da China e regiões ao longo dos rios Amarelo e Huaihe se poderá atingir temperaturas recordes, ou perto do nível mais baixo registrado para o mesmo período do ano”. 

A primeira nevasca em Pequim causou atrasos no sistema de transporte e cancelamento de voos, enquanto trilhos escorregadios causaram uma colisão no metrô da cidade na noite de quinta-feira (14). Mais de 100 pessoas ficaram feridas.

Os turistas da capital enfrentaram o frio para visitar trechos da Grande Muralha localizados nas montanhas que margeiam a cidade, onde um monumento icônico estava coberto de neve. 

Vista aérea da Muralha da China, que fica no norte do país, mostra a neve sobre a região
GREG BAKER/AFP – 15.12.2023

O clima excepcionalmente frio deverá se espalhar para outras partes da China, com temperaturas chegando a 0°C no sul da província de Guizhou, a cerca de 300 km da fronteira com o Vietnã. 

O presidente Xi Jinping pediu “esforços totais nas respostas às emergências”, informou a imprensa estatal na noite de ontem.

Com “altos riscos de desastres” pela onda de frio, “Xi disse que se deve prestar especial atenção à prevenção de desastres e ao trabalho de resgate”, segundo a Xinhua. 

“Deve-se reforçar a capacidade de fornecimento de carvão, eletricidade, petróleo e gás e se deve trabalhar para garantir que as pessoas tenham aquecimento”, disse Xi, citado pela Xinhua. 

O frio polar surge depois de um verão de calor recorde e de inundações devastadoras no norte da China, os quais especialistas atribuem ao aquecimento global.

Bebê de 4 meses é encontrado em árvore após tornado destruir casa em que morava

Tornado arrancou telhado de casa e levantou berço com bebê de 4 meses
Reprodução/GoFundMe/Caitlyn Moore

Um bebê de 4 meses sobreviveu depois que um tornado no Tennessee (EUA) o levou da casa de sua família, destruída pela tempestade. A mãe da criança disse que tinha “quase certeza” de que o filho havia morrido após ser arrastado pela violenta tempestade.

Sydney Moore, de 22 anos, disse à emissora WSMV-TV que quando o tornado atingiu sua casa, em Clarksville, no sábado (9), arrancou o telhado e levantou o berço com seu filho, o pequeno Lord, dentro. O namorado dela, pai da criança, tentou agarrar o móvel, mas também foi jogado no tornado, afirmou ela.

“Ele estava segurando o berço o tempo todo, e eles formaram círculos, disse ele, e então foram jogados”, continuou a mãe do bebê.

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Quase ao mesmo tempo, em outra sala, Moore decidiu pular em cima do outro filho, que tem 1 ano, e conseguiu agarrar a criança quando as paredes desabaram.

Os filhos de Sidney Moore: um bebê de 4 meses e outro de 1 ano
Reprodução/GoFundMe/Caitlyn Moore

Eles procuraram pelo filho mais novo por dez minutos e finalmente o encontraram em uma árvore caída sob uma chuva torrencial.

“Eu tinha certeza de que ele estava morto e não o encontraríamos”, disse Moore. “Mas ele está aqui, e isso é pela graça de Deus.”

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Todos os membros da família sobreviveram com cortes e hematomas, mas a casa e os pertences foram perdidos totalmente. A irmã de Moore criou uma “vaquinha” para ajudá-los a se recuperar. 

Tornados nos EUA

Seis pessoas foram mortas pela série de poderosas tempestades que produziram tornados no sábado, incluindo Arlan Garrick Coty, de 10 anos. O menino, um aluno da 4ª série, não conseguiu sair da casa em que vivia, a qual estava no caminho direto da tempestade, escreveu sua mãe, Katherine Burnham, em um post no Facebook.

O Departamento de Polícia de Clarksville identificououtras vítimas, como Donna Allen, de 59 anos, da Flórida, e Stephen Kwaah Hayes, de 34 anos, de Clarksville, relata a WTVF, afiliada da CBS.

Outras três pessoas morreram quando a tempestade atingiu uma comunidade de casas móveis em Madison, disse a polícia de Nashville. Eles foram identificados como Joseph Dalton, de 37 anos, Floridema Gabriel Perez, de 31, e seu filho, Anthony Elmer Mendez, de 2 anos.

*Sob supervisão de Fernando Mellis

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Reféns mortos por engano pelo Exército de Israel seguravam bandeira branca

Yotam Haim, Samar Talalka e Alon Lulu Shamriz foram alvejados em prédio
Reprodução/Redes sociais

Pelo menos um dos três reféns israelenses mortos por engano pelo Exército na Faixa de Gaza, na sexta-feira (15), segurava uma bandeira branca, concluiu uma investigação oficial preliminar, cujos resultados foram apresentados neste sábado (16).

Segundo as FDI (Forças de Defesa de Israel), os três podem ter fugido do cativeiro ou foram abandonados pelos terroristas do Hamas. Eles apareceram em um prédio onde tropas estavam envolvidas em “combates intensos”, no bairro de Shejaiya, na cidade de Gaza.

Um oficial relatou que o grupo apareceu com um bastão com um pano branco amarrado. Todos estavam sem camisa. Naquele momento, um dos soldados chegou a identificar os reféns, mas outro “sentiu-se ameaçado e abriu fogo”, matando imediatamente dois e ferindo um.

Um comandante ordenou que os tiros parassem depois que “um pedido de ajuda em hebraico foi ouvido”. No entanto, algum militar atirou novamente, matando o terceiro refém.

O representante do Exército descreveu a ação como “contra nossas regras de engajamento”, acrescentando que uma “investigação preliminar” estava sendo conduzida em “nível mais alto”.

As vítimas são Yotam Haim, de 28 anos, Alon Lulu Shamriz, de 26, e Samar Talalka, de 22. 

Nos últimos dias, Israel travou intensas batalhas contra terroristas do Hamas, que muitas vezes usam roupas civis casuais. Na quarta-feira (13), o país anunciou suas piores perdas em combate, com dez soldados mortos em 24 horas.

O Hamas invadiu cidades israelenses matando 1.200 pessoas e capturando 240 reféns no dia 7 de outubro. Israel lançou um contra-ataque, durante o qual as autoridades de saúde de Gaza afirmam que cerca de 19 mil mortes foram confirmadas.

Durante trégua de uma semana no fim de novembro, o Hamas libertou mais de cem mulheres, crianças e estrangeiros mantidos em Gaza, em troca da libertação de 240 mulheres e adolescentes presos por Israel.

“Juntamente com todo o povo de Israel, inclino a minha cabeça em profunda tristeza e lamento a morte de três dos nossos queridos filhos que foram raptados”, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em comunicado. “Meu coração está com as famílias enlutadas em seus momentos difíceis.”

Mais de cem reféns ainda permanecem em Gaza. Alguns foram declarados mortos à revelia pelas autoridades israelenses.

Na sexta-feira, os militares israelenses disseram ter recuperado o corpo de três israelenses — um civil e dois soldados — que estavam detidos na Faixa de Gaza pelo Hamas.

Israel e Catar exploram a retomada do acordo para libertar os reféns que continuam em Gaza

Familiares de reféns do Hamas protestam em Israel
MARCO LONGARI/AFP – 09.12.2023

Autoridades israelenses e do Catar devem se reunir na Noruega neste sábado (16), em um esforço para reavivar as negociações sobre a libertação de reféns mantidos em Gaza em troca de um cessar-fogo e a libertação de prisioneiros palestinos mantidos por Israel, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, deve se encontrar com David Barnea, diretor da agência de inteligência israelense Mossad, em Oslo, disseram as pessoas, descrevendo as conversas como exploratórias. Elas acrescentaram que Barnea provavelmente também se reunirá com autoridades egípcias.

As discussões ocorrem um dia depois que os militares israelenses disseram ter matado por engano três reféns durante os combates em Gaza, um incidente que intensificou a pressão sobre o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para tomar novas medidas para libertar os cerca de 130 reféns restantes.

Obstáculos significativos impedem a retomada das negociações sobre um novo acordo de reféns, disseram as pessoas, incluindo desacordos dentro da organização terrorista Hamas sobre os possíveis termos da troca.

A reunião de Oslo seria a primeira entre autoridades israelenses e do Catar desde que uma trégua de uma semana intermediada pelo Catar e pelo Egito terminou há duas semanas. O gabinete de Netanyahu não respondeu imediatamente no sábado a um pedido de comentário sobre a reunião.