‘A vida se tornou um pesadelo’, diz filha de brasileiro sequestrado pelos terroristas do Hamas

Familiares exibem cartazes com fotos dos reféns
Sofia Pilagallo/R7 – 12/12/2023

O Fórum de Famílias Sequestradas e Desaparecidas, em parceria com a Conib (Confederação Israelita do Brasil) e a Fisesp (Federação Israelita do Estado de São Paulo), reuniu familiares de reféns sequestrados pelos terroristas do Hamas no Clube Hebraica, em São Paulo, nesta terça-feira (12).

Hen Mahluf, filha do brasileiro com nacionalidade israelense Michel Nisenbaum, sequestrado há quase 70 dias, afirma que “a vida se tornou um pesadelo”.

“Estamos muito preocupadas com ele. Não temos mais vida. A cabeça pensa o tempo todo”, diz.

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Mary Shohat, irmã de Michel, conta que a mãe vive em estado de terror desde que a família ficou sem notícias do paradeiro do brasileiro.

“Eu não posso me afastar dela que ela se apavora. Diz que já perdeu um filho e não pode perder a filha agora. Preciso ser forte por ela”, afirma Mary.

Michel, de 59 anos, é o único cidadão do Brasil confirmado entre os reféns sequestrados pelo Hamas. Ele imigrou com a irmã para Israel no início da década de 80, e os dois viveram muitos anos em um kibutz nos arredores de Gaza.
Pai de duas filhas e avô de quatro netos, ele perdeu o contato com a família no dia 7 de outubro. A filha conta que, no dia do sequestro, tentou ligar para Michel, mas uma pessoa atendeu falando em árabe, e, ao fundo, ela escutou gritos de “Hamas”. 

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Nesta segunda-feira (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Mary Shohat e Hen Mahluf. Lula falou sobre os esforços que o governo têm feito, junto aos países da região, para a libertação dos reféns. 

Segundo os organizadores, o evento busca “sensibilizar a sociedade brasileira em prol da libertação dos reféns” e “pedir apoio do governo brasileiro para a interlocução no resgate dessas pessoas”.

Outros três cidadãos do Brasil — Ranani Glazer, Bruna Valeanu e Karla Stelzer — tiveram a morte confirmada pelo Itamaraty. A israelense de mãe brasileira Celeste Fishbein também foi morta pelo Hamas.

Cartazes fazem apelo para que sequestrados pelo Hamas sejam libertados
Sofia Pilagallo/R7 – 12.12.2023

Outros familiares de reféns também participaram do evento: Maurice Schneider, tio de Shiri Bibas e tio-avô do bebê Kfir Bibas, que teria morrido em um ataque israelense, e de seu irmão Ariel; Maia Chmiel, prima de Yair Horn e Eitan Horn, irmãos que foram sequestrados no kibutz Nir – Oz; e Guefen Sigal Ilan, sobrinha de Fernando Merman, que estava em visita ao kibutz Nir Yitzhak quando foi capturado juntamente com Luis Har, marido da mãe dele.

Estima-se que pelo menos 130 pessoas continuem em cativeiros na Faixa de Gaza. No ataque do dia 7 de outubro, o grupo terrorista sequestrou cerca de 240 pessoas e matou 1.200, entre civis e militares.

O presidente-executivo da Federação Israelita, Ricardo Berkiensztat, afirmou nesta terça-feira que não haverá paz enquanto todos os sequestrados pelo grupo terrorista Hamas não forem libertados.

“O que todos queremos é paz. Mas, antes, precisamos trazer todos os reféns para casa. Sem isso, não haverá paz”, disse Berkiensztat.

Durante a trégua de uma semana acordada entre Israel e os terroristas do Hamas, mais de cem reféns deixaram os cativeiros subterrâneos de Gaza. Em contrapartida, Israel libertou cerca de 300 prisioneiros palestinos que estavam em prisões do país.

Entre os reféns israelenses libertados pelo Hamas está a família de Avichai Brodutch, com quem o R7 conversou antes do acordo firmado entre Israel e o Hamas.

Exposição homenageia as vítimas que estavam no festival de música atacado pelos terroristas do Hamas

 

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Exército israelense recupera os corpos de dois reféns em Gaza

Eden (esq.) e Ziv estavam entre as mais de 200 pessoas levadas por terroristas
Montagem/Arquivo pessoal

As FDI (Forças de Defesa de Israel) afirmaram nesta terça-feira (12) que militares recuperaram os corpos de dois reféns de terroristas do Hamas na Faixa de Gaza, durante uma operação militar terrestre.

Uma das vítimas é Eden Zakaria, de 27 anos, que havia sido capturada por terroristas que invadiram um festival de música eletrônica em Re’im. A outra é Ziv Dado, de 36 anos, supervisor logístico do 51º Batalhão da Brigada Golani.

A identificação dos corpos foi feita por meio de exames. As autoridades informaram as famílias dos dois nesta terça-feira.

O Exército acrescentou ainda que as operações para a localização dos corpos teve também dois soldados mortos em combates com os terroristas: Gal Meir Eisenkot e Eyal Meir Berkowitz.

Corpos foram levados a Israel e entregues às famílias das vítimas
Divulgação/Forças de Defesa de Israel – 12.12.2023

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Voo com 270 pessoas a bordo tem falha, e passageiros dormem em base militar remota no Canadá

Aeronave havia saído de Amsterdã com destino à cidade americana de Detroit
Divulgação/Delta Air Lines

Passageiros de um voo da companhia aérea americana Delta Air Lines tiveram um pernoite diferente, no último domingo (10), após a aeronave em que estavam, um Airbus A330, realizar um pouso de emergência em uma base militar remota no Canadá.

A aeronave havia saído de Amsterdã, nos Países Baixos, e seguia para Detroit, no estado americano do Michigan, no que deveria ser um voo de aproximadamente oito horas e meia. Ao sobrevoar a região de Newfoundland, o avião apresentou um problema mecânico.

“O voo 135 da Delta operando de Amsterdã para Detroit em 10 de dezembro teve um problema mecânico e foi desviado para Goose Bay, Newfoundland, na tarde de domingo, por precaução”, disse a empresa em um comunicado.

A cidade de menos de 10 mil habitantes abriga uma base da Real Força Aérea Canadense.

“Embarquei em um novo avião depois de esperar mais de sete horas, esperei uma hora após o embarque para decolar apenas para ouvir que a tripulação e o piloto terminaram as horas de voo atribuídas e precisam descansar agora por 10 a 12 horas. Agora a Delta está procurando acomodações para todos nós”, escreveu uma das passageiras em uma rede social.

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A companhia até enviou aeronaves para o Canadá, mas houve um problema com o excesso de horas trabalhadas da tripulação que os impediu de continuar a viagem para os Estados Unidos.

Coube então à alfândega canadense levar os passageiros para acomodações no quartel militar, onde passaram algumas horas, segundo a emissora de TV americana NBC News.

Cada família recebeu a chave de um quarto com comodidades básicas, onde dormiram por cerca de duas horas antes da chegada de um ônibus para levá-los a outro avião, disse Shikha Joshi à rede de televisão.

Os passageiros chegaram aos EUA somente na segunda-feira (11).