Trump muda de estratégia e não vai testemunhar em julgamento de fraude em Nova York

Promotoria acusa Trump de exagerar no valor de suas propriedades
Mike Segar/Reuters – 07.11.2023

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump mudou de ideia e não vai testemunhar em sua própria defesa nesta segunda-feira (11) no julgamento por fraude fiscal que acontece em Nova York, alegando que não tem “mais nada a dizer”.

O empresário, de 77 anos, publicou a declaração surpreendente na rede ‘Truth Social’ no domingo, acrescentando que “já testemunhou sobre tudo” no julgamento em curso contra ele, seus filhos mais velhos, Don Jr. e Eric, e outros executivos da Trump Organization.

No mês passado, Trump respondeu a um interrogatório da Promotoria, que o acusa de exagerar o valor de suas propriedades em bilhões de dólares para obter empréstimos bancários e condições de seguros mais favoráveis.

Em 6 de novembro, ele enfrentou os procuradores por quatro horas e deu algumas respostas ásperas, o que provocou a repreensão do juiz Arthur Engoron, que alertou o candidato republicano que “isto não é um comício político”.

No domingo, Trump afirmou que já testemunhou “com muito sucesso e de maneira conclusiva” no caso.

O império imobiliário de Trump está em risco devido ao processo civil apresentado pela procuradora-geral de Nova York, Letitia James, e por uma de uma série de ações que ele enfrenta antes da eleição presidencial de 2024.

Antes mesmo das alegações iniciais, Engoron decidiu que o gabinete de James apresentou “evidências conclusivas” de que Trump havia exagerado seu patrimônio líquido em documentos financeiros em algo entre US$ 812 milhões e US$ 2,2 bilhões entre 2014 e 2021.

O juiz ordenou a liquidação das empresas que administram os ativos em questão, como a Trump Tower e o arranha-céu ’40 Wall Street’ em Manhattan, uma decisão que é alvo de um recurso.

Ao contrário de algumas batalhas jurídicas de Trump — incluindo o processo criminal em que é acusado de conspirar para anular as eleições de 2020 —, o processo apresentado por James, uma democrata, não representa risco de pena de prisão.

Desde o início do julgamento, em 2 de outubro, o empresário republicano denuncia uma “caça às bruxas”.

O julgamento prosseguirá sem o depoimento de Trump e uma sentença deve ser anunciada no fim de janeiro.

Milei corta pastas pela metade e nomeia nove ministros

Milei havia prometido na campanha passar a tesoura no número de ministérios
Enrique García Medina/EFE – 10.12.2023

O presidente recém-empossado da Argentina, Javier Milei, oficializou na tarde deste domingo (10) os nomes para compor seu gabinete, cumprindo uma promessa de campanha de passar a tesoura no número de cargos. Em uma cerimônia fechada, ele nomeou seus nove ministros, ante 18 do governo anterior.

Milei, no entanto, recuou no número que havia proposto. Em um famoso vídeo que viralizou durante a campanha, o então candidato prometia ter apenas oito pastas em seu governo.

Ministérios como o da Educação, Proteção Social e Direitos Humanos, entre outros, ficariam “afuera”. Nessa conta estava o Ministério da Saúde, mas no sábado (9), o libertário anunciou que manteria a área como ministério, e não mais como secretaria.

A redução de cargos foi feita por meio de DNU, que funciona como um decreto presidencial. De acordo com o jornal Clarín, citando fontes que acompanharam a cerimônia dentro da Casa Rosada, a ordem do juramento dos ministros foi:

• Guillermo Francos no Interior; 

• Diana Mondino nas Relações Exteriores; 

• Luis Petri na Defesa; 

• Luis “Toto” Caputo na Economia;

• Guillermo Ferraro na Infraestrutura;

• Mariano Cúneo Liberona na Justiça; 

• Patricia Bullrich na Segurança;

• Mario Russo na Saúde; 

• Sandra Pettovello no Capital Humano.

Por fim, a irmã do presidente, Karina Milei, tomou posse como Secretária-Geral da Presidência, uma nomeação que só ocorreu após a anulação de um decreto firmado por Mauricio Macri em 2018 que proibia nomeações de “pessoas que tenham qualquer relacionamento tanto em linha direta quanto em linha colateral até o segundo grau” com funcionários do governo com categoria de ministros.

A decisão de conduzir o juramento dos ministros em particular foi do próprio Javier Milei, segundo a imprensa argentina adiantou.

As definições ocorreram na Casa Rosada, depois que Milei recebeu os cumprimentos de líderes internacionais e delegações estrangeiras. A cerimônia seguiu a posse oficial no Congresso Nacional, onde Milei recebeu o bastão e a faixa presidencial de Alberto Fernández.

Em seguida, Milei fez uma caminhada saindo da Casa Rosada em direção à Catedral Metropolitana, onde acompanhou celebrações religiosas. Ainda haverá na noite deste domingo um evento de gala no teatro Colón.

Caça F-16 dos EUA cai durante treinamento na Coreia do Sul

Estados Unidos mantêm efetivo militar na Coreia do Sul, um importante aliado na Ásia
Divulgação/U.S. Air Force

Um caça F-16 americano caiu nesta segunda-feira (11) na Coreia do Sul durante um exercício de treinamento. O piloto foi resgatado pelas equipes de emergência, informou agência de notícias Yonhap.

“O caça caiu na água pouco após decolar da base aérea de Gunsan, 178 km ao sul de Seul”, afirmou a agência.

O piloto foi ejetado da aeronave e resgatado, acrescentou a Yonhap.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul e os comandantes militares americanos no país não comentaram o incidente até o momento.

Em maio, um F-16 americano caiu durante um exercício de rotina em uma área agrícola ao sul de Seul. O piloto ejetou-se em segurança e não houve vítimas.

Washington é um aliado crucial de Seul e mantém 28.500 soldados na Coreia do Sul para proteger o país da Coreia do Norte, que possui armamento nuclear.

Voo com novo grupo de resgatados da Faixa de Gaza chega ao Brasil

Segundo grupo de brasileiros resgatados da Faixa de Gaza embarca no Cairo rumo ao Brasil
Reprodução/FAB

O segundo grupo de brasileiros e familiares resgatados da Faixa de Gaza pousou por volta das 4 da manhã desta segunda-feira (11) na Base Aérea de Brasília, no Distrito Federal. A aeronave com 48 repatriados (27 crianças e adolescentes, 17 mulheres e 4 homens adultos) decolou do Cairo, capital do Egito, às 19h03 deste domingo (10).

Segundo informações do Ministério das Relações Exteriores, 102 brasileiros e familiares solicitaram ajuda para deixar a zona de conflito em Gaza, mas 24 deles tiveram o pedido negado. Do total de 78 nomes previstos para cruzar a fronteira entre Gaza e o Egito, apenas 47 foram autorizados. Depois, uma jovem que já estava no Egito se juntou à delegação.

“Permanecem em Gaza cerca de 30 brasileiros, nas cidades de Gaza e Rafah e nos campos de refugiados de Nuseirat e Maghazi. A representação continuará monitorando a situação e prestando toda a assistência possível”, afirmou o embaixador da representação brasileira na Cisjordânia, Alessandro Candeas.• Clique aqui e receba as notícias do R7 no seu WhatsApp
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Desde o início do conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas, o governo federal já resgatou 1.525 brasileiros e familiares. O número contabiliza 11 voos, todos comandados pela FAB, na Operação Voltando em Paz. Também foram resgatados 53 animais de estimação.

No dia 7 de outubro, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, lançou um ataque-surpresa de mísseis contra Israel e efetuou uma incursão de combatentes armados por terra, matando 1.200 civis e militares e fazendo centenas de reféns israelenses e estrangeiros. Em resposta, Israel bombardeou várias infraestruturas do Hamas, em Gaza.

AJUDA HUMANITÁRIA

Outro avião da Força Aérea Brasileira decolou do Rio de Janeiro rumo ao Cairo, capital do Egito, no sábado (9), com 11 toneladas de alimentos não perecíveis, fornecidos pelo governo brasileiro, que serão doados em ações humanitárias. O envio de ajuda é coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação, do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

 

Brasil faz as primeiras reuniões na presidência do G20

Lula, durante instalação da comissão nacional do G20
Ricardo Stuckert/PR – 23/11/2023

O Brasil realiza nesta semana as primeiras reuniões na presidência do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo. De acordo com calendário do Ministério das Relações Exteriores, serão feitos cinco encontros, no Palácio Itamaraty, em Brasília, com diversas autoridades.

 

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As primeiras reuniões ocorrem nesta segunda (11) e na terça-feira (12), das 9h às 16h, com o encontro da Trilha de Sherpas. Na quarta-feira (13), das 9h às 17h30, participam também da reunião os respectivos ministros das Finanças e autoridades de bancos centrais do G20. Depois, na quinta (14) e na sexta-feira (15), das 9h às 16h, estão previstas mais reuniões da esfera financeira.

A atuação do G20 é dividida em duas linhas: a Trilha de Sherpas e a Trilha de Finanças. A Trilha de Sherpas é comandada por emissários pessoais dos líderes do G20, que supervisionam as negociações, discutem os pontos que formam a agenda da cúpula e coordenam a maior parte do trabalho. O sherpa indicado pelo governo brasileiro é o embaixador Maurício Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty.

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A Trilha de Finanças trata de assuntos macroeconômicos estratégicos e é comandada pelos ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países-membros. A coordenadora da Trilha de Finanças é a economista e diplomata Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda.

Em fevereiro, nos dias 21 e 22, estão previstas outras reuniões, desta vez ministeriais, da Trilha de Sherpas, no Rio de Janeiro. O encontro presencial estará sob a coordenação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Ainda no mesmo mês, nos dias 28 e 29, é a vez de São Paulo sediar a reunião ministerial da Trilha de Finanças. Também de forma presencial, o evento terá a coordenação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. 

O governo brasileiro inovou na presidência temporária e, na tentativa de tornar o G20 um fórum mais acessível e representativo, vai fazer reuniões em todas as cinco regiões do país. As cidades-sede que vão receber os encontros dos grupos de trabalho são: Brasília (DF), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Foz do Iguaçu (PR), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Salvador (BA), São Luís (MA) e Teresina (PI).

Como mostrou o R7, o calendário da presidência brasileira prevê três fases de trabalho. Segundo o ministro Mauro Vieira, do Itamaraty, a primeira fase da reunião será por videoconferência, entre os meses de janeiro e fevereiro, com todos os 15 grupos de trabalho. A segunda etapa será marcada por encontros presenciais, de março a junho, em diversas cidades de todas as regiões brasileiras. Por fim, a última fase, também presencial, entre agosto e outubro.

As três fases vão preparar o Brasil para o evento máximo da presidência brasileira do G20, que será a cúpula no Rio de Janeiro, nos dias 18 e 19 de novembro de 2024. “Se o ano de 2023 marcou o retorno do Brasil ao mundo, 2024 será o ano em que o mundo voltará ao Brasil”, afirmou o ministro das Relações Exteriores.

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O mandato brasileiro será de 1º de dezembro de 2023 a 30 de novembro de 2024. Criado em 1999 como forma de coordenação em nível ministerial entre os países, o G20 é formado pelas 19 maiores economias do mundo e a União Europeia. O grupo responde por cerca de 80% do PIB mundial e 75% do comércio internacional, além de dois terços da população e 60% do território do planeta.

Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil vai criar duas forças-tarefa — uma contra a fome e a desigualdade e outra sobre a mudança climática —, além de uma iniciativa de bioeconomia. A presidência brasileira do grupo vai ter um eixo condutor para a redução das desigualdades. Segundo ele, três linhas de ação vão estruturar os trabalhos: inclusão social e combate à fome e à pobreza; transição energética e desenvolvimento sustentável; e reforma da governança global.