Terroristas do Hamas mataram tailandeses para dar lugar a israelenses, relata refém libertado

Reféns ficaram quase 50 dias em cativeiros subterrâneos dos terroristas do Hamas
Ronen Zvulun/Reuters – 22/11/2023

Um tailandês que foi sequestrado pelos terroristas do Hamas revela detalhes do que viveu durante os quase 50 dias em que ficou em cativeiros na Faixa de Gaza. 

Anucha Angkaew, de 28 anos, disse, em entrevista à agência de notícias Reuters, que foi sequestrado com outros cinco tailandeses no ataque terrorista de 7 de outubro. 

Na tentativa de serem soltos, os seis asiáticos gritaram “Tailândia” para avisar que não eram israelenses. Eles trabalhavam em um kibutz no sul de Israel.

Angkaew lembra que os terroristas não estavam diferenciando quem seria morto ou sequestrado. Cerca de 240 pessoas foram levadas à força para o outro lado da fronteira e outras 1.200 foram mortas durante a ação do Hamas.

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Todos foram colocados em um caminhão para ser levados para a Faixa de Gaza. Quando o espaço ficou pequeno demais, os terroristas mataram dois tailandeses com um tiro na cabeça para dar lugar a israelenses.

“Nós pensamos que iríamos morrer”, disse Angkaew à Reuters ao contar o que aconteceu no dia do sequestro.

Os quatro tailandeses sobreviventes foram levados para uma casa, onde ficaram com um israelense de 18 anos. Ele recorda que o jovem apanhou muito dos terroristas, mesmo estando com as mãos amarradas para trás.

Depois de uns dias, todos foram levados para um pequeno cativeiro no subterrâneo de Gaza. As agressões contra o israelense não pararam, e ele ainda sofreu choques elétricos, conta o tailandês.

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Depois de várias semanas, o grupo de tailandeses foi informado de que voltaria para casa. Eles caminharam por túneis do Hamas até se reunirem com mulheres israelenses que seriam soltas.

“Eu não pensei que seria solto. Foi como renascer”, diz Angkaew.

O tailandês perdeu mais de 15 kg no período que ficou em Gaza, isso porque era alimentado apenas com pão e água.

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Países da América do Sul pedem a Guiana e Venezuela uma ‘solução pacífica’ sobre Essequibo

Venezuela quer anexar parte do território que pertence à Guiana
Federico PARRA / AFP – 28/11/2023

Oito países da América do Sul pediram, nesta quinta-feira (7), a Guiana e Venezuela uma “solução pacífica” para o conflito territorial em Essequibo, após um aumento das tensões entre as nações vizinhas.

Em uma declaração conjunta, Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Colômbia, Equador e Peru manifestaram “sua profunda preocupação com a elevação das tensões” entre a Venezuela e a Guiana por essa região fronteiriça rica em petróleo.

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Os países instaram as duas partes “ao diálogo e à busca de uma solução pacífica para a controvérsia, a fim de evitar ações e iniciativas que possam agravá-la”.

“A América Latina deve ser um território de paz”, segundo a nota, acordada à margem de uma cúpula do Mercosul no Rio de Janeiro.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia sugerido aos seus pares do Mercosul  propor a mediação da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) na disputa.

Nesta semana, o Brasil decidiu reforçar sua presença militar na fronteira com a Venezuela e a Guiana.

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Por sua vez, os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira, exercícios militares na Guiana.

As tensões entre Georgetown e Caracas já despertam a atenção internacional.

O Conselho de Segurança da ONU (CSNU) anunciou que vai debater o tema de maneira “urgente” na sexta-feira (8).

Terremoto de magnitude 5,8 atinge região central do México e sacode a capital do país

Terremoto de magnitude 5,8 atingiu o México e sacudiu a capital do país
RODRIGO ARANGUA / AFP 7/12/2023

Um terremoto de magnitude 5,7 foi sentido nesta quinta-feira (7) na região central do México, sem que haja informação de danos até o momento, segundo as autoridades locais.

O epicentro do sismo, registrado às 14h03 (17h03, em Brasília) e que levou ao acionamento do sistema de alertas preventivos, foi localizado na comunidade de Chiautla de Tapia, no estado de Puebla, detalhou o Serviço Sismológico do México.

Por ora, “não há informação de danos na Cidade do México”, informou o prefeito Martí Batres em seu perfil na rede X.

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O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, entrou imediatamente em contato com autoridades de Defesa Civil para saber sobre danos potenciais.

“Ao que parece, o temor não foi tão forte. De qualquer maneira, logo daremos mais informação”, afirmou López Obrador em um vídeo divulgado na plataforma X.

Sergio Salomón, governador de Puebla, informou que o tremor foi sentido em várias localidades do estado, mas não há informações sobre possíveis consequências.

O Serviço Sismológico do México estimou inicialmente uma magnitude de 5,8, mas depois a revisou para 5,7.

Susto

O sismo provocou cenas de pânico, sobretudo na capital, onde pessoas saíram de suas casas e desceram de prédios. As ruas ficaram cheias assim que foi emitido o som do alerta sísmico, que adverte até um minuto antes do tremor.

“Estávamos no restaurante quando o alerta soou. Saímos todos correndo, deixando a comida no prato”, contou à AFP Andrea Muñoz, de 28 anos e que trabalha no setor Condesa-Roma da capital, um dos mais sensíveis aos terremotos devido à presença de água no subsolo.

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Muitas avenidas, como o turístico Passeio da Reforma, onde estão os edifícios mais altos da capital, ficaram lotadas de gente, muitas delas com celular nas mãos tentando contato com amigos e familiares.

“Com muito susto, porque se move muito o edifício (…) Ninguém se feriu, o importante é que todo mundo está bem”, disse à AFP Ramón Hernández, que trabalha em um estacionamento.

O terremoto aconteceu justo no momento em que a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, transitava pelas ruas da capital, segundo a imprensa mexicana.

O México está localizado entre cinco placas tectônicas, cujos movimentos fazem do país um dos que mais registram atividade sísmica no mundo, particularmente na costa do Pacífico, desde a fronteira com a Guatemala até o estado de Jalisco (oeste).

Em 19 de setembro de 1985, um terremoto de magnitude 8,1, com epicentro na costa do Pacífico, sacudiu grande parte do centro e do sul do país, deixando mais de 10 mil mortos e diversas regiões da Cidade do México devastadas.

Também em 19 de setembro, desta vez em 2017, um terremoto de magnitude 7,1 deixou 369 mortos, a maioria na Cidade do México.

Nesse mesmo dia de 2022, o centro do país foi abalado por outro sismo, poucas horas depois de milhões de mexicanos terem participado de uma simulação da Defesa Civil.

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